domingo, 27 de abril de 2014

Brasil um povo violento, e pacifico demais.

Desde meados dos anos 70 quando o mundo começou a observar o Brasil, foi difundida a ideia de um povo brasileiro que era e ainda é considerado acolhedor e alegre, o que foi confundido com um povo pacifico, e esse pensamento foi se fundindo na cabeça de muitos, levando ao próprio povo brasileiro certa acomodação com a situação do país.





O Brasil que hoje apresenta um dos mais caros impostos do mundo, e tem sistemas de educação, saúde e transporte entre os piores, tem um povo que dificilmente luta por seus direitos. Mas isso não quer dizer que temos um povo pacifico, porem podemos fazer duas observações sobre essa questão.








Temos uma das populações mais violentas do mundo, onde um agride, mata ou rouba o outro muitas vezes a troco de nada, olhando por esse lado o brasileiro passa longe de ser pacifico. Porem quando se trata de reivindicar direitos ao governo parece que o Brasil todo se cala, o povo brasileiro nesse quesito é pacifico demais e precisa começar a mostrar que tem voz e buscar seus direitos.









Até algum tempo atrás o povo não se revoltava, ou até mesmo se revolta, mas de uma forma que nem todos ficavam sabendo. Mas de uns tempos pra cá houve uma “revolução”  contra a nossa política atual, por conta de abusos de valores, foi ai que todos ficaram sabendo de protesto que aconteceram, e esse por sua vez são o começo para eliminar a requintada vida dos poderosos e dar um destino melhor ao povo que realmente merece,mas essa mudança só depende deles.


Podemos relacionar a escultura de Oscar Niemeyer com o conceito de povo pacifico quando falamos de violência, pois “A grande mão” tem um significado consideravelmente forte, pois em tal escultura, ele quis expressar uma mão de protesto, representando o desespero e o mapa da América Latina representando o suor, o sangue e a pobreza, que foram elementos que marcaram a história da América Latina. Podemos citar uma frase explicativa do próprio Oscar “Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajustá-la num monobloco intocável, capaz de fazê-la independente e feliz."
“O sentimento da unidade latino-americana é o limiar de um novo tempo. O esforço da organização para eliminar a opressão dos poderosos e construir um destino maior e mais justo é o compromisso solene de todos nós.” Orestes Quércia
Podemos interpretar a frase de Orestes Quércia, relacionando “O esforço da organização” com a diminuição da desigualdade social, pois, a partir do momento que o povo começou perceber que também tinha direito para se expressar e argumentar sobre tal assunto, a justiça começou evoluir, porem, para que isso aconteça é preciso  participação de cada um.